Você faz igual a todo mundo?

Você faz igual a todo mundo?

Olá! Você já parou pra pensar nesta frase abaixo?

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

 

Foi Albert Einstein que disse isso.

 

Quem quer novos resultados precisa de novas atitudes.

Uma abordagem diferente com as pessoas do seu trabalho ou uma linha de raciocínio fora da caixinha podem ser estabelecidas como o melhor dos padrões mundo afora.

Lembre-se do exemplo da Kodak, que foi a maior empresa de fotografia que o mundo já viu.

No final dos anos 70, ela lucrava bilhões, vendia 90% dos filmes e 85% das câmeras nos Estados Unidos, mercado mais forte do ramo no mundo.

As câmeras digitais começaram a despontar na década de 90, mas a empresa não acreditou que a ideia fosse vingar. Ela deixou de se adaptar às novidades.

 

A Kodak decretou falência no ano de 2012.

 

Ela ainda existe, mas é um embrião se comparada à gigante que era em 1970.

Mas você talvez já conheça esse case, né?

Então deixa eu te falar sobre um cara que mudou o rumo de uma modalidade olímpica simplesmente porque fez diferente. Uma modalidade não muito popular aqui no Brasil, mas que você com certeza conhece: o salto em altura, aquele esporte olímpico em que os atletas correm uma distância e precisam pular mais alto que o sarrafo.

 

Em seu início, no século XIX, os atletas usavam uma técnica de salto conhecida como Scissors Jump, ou  salto tesoura.

 

O nome era esse porque eles corriam na diagonal, colocavam primeiro a perna de dentro e depois passavam a de fora, em um movimento que se parecia com o de uma tesoura.

Até então, todos usavam essa técnica, porque achavam que era a mais eficiente que existia.

Por mais de 70 anos, ela passou por algumas modificações, mas os atletas sempre passavam a perna primeiro pelo sarrafo, depois o restante do corpo.

No ano de 1964, o soviético Valeriy Brumel saltou 2,28 m e estabeleceu o recorde da época.

Técnicos americanos foram para a Rússia para aprender a técnica de Brumel e de seus treinadores.

Só que uma verdadeira revolução aconteceu muito mais perto do que eles imaginavam.

Foi outro norte-americano na Universidade de Oregon que revolucionou o salto em altura de uma vez por todas.

Dick Fosbury viu que as plataformas de aterrissagem eram mais macias e elevadas do que antigamente e decidiu tirar vantagem disso.

Ele se baseou no Eastern Cut-off, técnica de saldo que já estava aposentada há uns 70 anos, e fez algo muito diferente.

Ao invés de passar a perna primeiro pelo sarrafo, ele passou a cabeça e os ombros, depois suas costas se movimentaram paralelamente a ele, e então caiu na plataforma.

Essa queda, aliás, teria quebrado seu pescoço se ocorresse anos atrás, onde os atletas aterrissavam em poços de serragem, mas os tempos eram outros.

Com isso, ele inventou o Fosbury Flop, que merecidamente levou o seu nome.

Fosbury venceu as Olimpíadas de 1968, com um salto de 2,24 m.

Depois disso, a técnica começou a ganhar o mundo do salto em altura.

O cubano Javier Sotomayor é o detentor do recorde mundial atualmente, com um salto de 2,45 m em 1993.

Ele era um flopper.

Até hoje, o Fosbury Flop é a técnica utilizada pelos atletas do salto em altura. Mesmo depois de 50 anos.

Sabe o que isso quer dizer?

Que o mundo inteiro acha que está fazendo o seu melhor, até chegar alguém e provar o contrário.

Durante anos, as técnicas mudavam, mas a perna sempre passava primeiro pelo sarrafo.

Finalmente, veio o Fosbury Flop, com a maior mudança que o salto em altura já tinha visto – e também os melhores resultados.

Você pode desenvolver algo novo, que será admirado e copiado por todo mundo e trazer resultados sensacionais.

Da mesma forma, uma empresa é considerada como referência mundial e seus passos são seguidos pelas demais, até que outra empresa age com pioneirismo, trata seus funcionários e clientes de uma maneira diferente e se torna a nova referência mundial.

Michael Sweeney já foi o top dos atletas de salto em altura, mas hoje sua técnica não seria capaz nem de classificá-lo para as Olimpíadas.

Fosbury inovou, pensou diferente e se tornou, merecidamente, referência em todo o mundo.

 

Quem não inova fica para trás.

 

O Yahoo dominava o mercado de buscas até que o Google apareceu, e nós já sabemos quem é referência hoje em dia.

Antes da Apple aparecer no mercado, a IBM nem pensava em vender computadores pessoais.

 

O mercado está esperando por uma mudança, e essa mudança pode ser você.

 

Nunca deixe o espírito da inovação adormecer!

 

Um grande abraço e até a próxima postagem.

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