O que você faz quando se depara com uma crise?

O que você faz quando se depara com uma crise?

Algumas pessoas ficam com raiva, outras choram, outras ainda não sabem mais o que fazer da vida. Outras dão a volta por cima.

Essas pessoas se abalam com o que aconteceu, mas usam essa energia de uma forma positiva, para reconstruir a sua vida, tijolo por tijolo.

Sabe qual é a diferença entre as pessoas do primeiro e do segundo grupo? A motivação.

Eu vou te contar uma história real de inspiração e motivação, que fez esse rapaz, em destaque na foto acima, mudar sua vida para muito melhor depois de uma crise.

Aos 11 anos, ele morava na favela do Sapé, na zona Oeste de São Paulo. Catava latinhas de aço e folhas de flandre para vender no ferro-velho junto com seu irmão.

Infelizmente, sua mãe havia falecido quando ele tinha apenas 7 anos de idade e ele abandonou a escola na 2ª série.
Mas isso não fez com que ele desistisse, muito pelo contrário.

Com o dinheiro que conseguiu com as latinhas, o menino pediu autorização para a prefeitura para usar um terreno e fazer ali um campo de futebol.
Ele comprou tudo: as traves, as redes, a tinta para pintar o gramado, as bolas e os uniformes. Passou a alugar o espaço e ter uma nova fonte de renda.

Só conseguiu voltar a estudar aos 13 anos, quando foi contratado como office boy do parque Playcenter e sua gerente exigiu que ele voltasse à escola.
Sem o apoio da mãe, com um trabalho difícil, sem ter frequentado a escola por muito tempo. Motivos complicados, não é?

Mas o garoto teve motivação e faro empreendedor e conseguiu superar as dificuldades.

Ele, então, construiu uma frota de carrinhos de madeira, que eram alugados para outros meninos fazerem carretos na feira. Mais uma tentativa de negócio.

Aos 15 anos, com o dinheiro que conseguiu em todas as suas empreitadas, ele conseguiu comprar seu primeiro carro: um Fusca, que logo foi trocado por uma Kombi, para que seus irmãos pudessem prestar serviços a uma transportadora.

Depois de 10 anos, ele já tinha dois caminhões, que deu aos seus irmãos para que transportassem adubo. Mas sua história ainda teria novos capítulos. E pior: capítulos complicados.

No ano de 1985, quando ele tinha 26 anos, seus dois caminhões se envolveram em acidentes ao mesmo tempo. Ele não tinha dinheiro para arrumar os caminhões que tanto batalhou para conseguir.

Os caminhões não tinham seguro, então ele teve que assumir todo o prejuízo sozinho, mas ele não viu essa situação como um problema.

Ele parou e pensou o que poderia fazer para superar a dificuldade. A única coisa que restou foi desmontar seus caminhões.Imagine só ter que desmontar seus dois únicos caminhões. A sua fonte de renda.

Mas ele fez isso. Desmontou os caminhões e vendeu as peças que ainda estavam boas.

Sabe o que ele ganhou com isso? Não foi só dinheiro, mas sim uma oportunidade de ouro. As peças foram vendidas muito mais rapidamente do que ele imaginava.

O rapaz passou por um problema e criou uma solução para as pessoas que tinham o mesmo problema que ele.

A revenda de peças de caminhão era um mercado praticamente inexplorado no Brasil, e o rapaz percebeu isso. Não apenas percebeu, mas se empenhou em transformar isso no negócio da sua vida.

Então, criou uma empresa de reciclagem para poder vender as peças de caminhões envolvidos em acidentes.

Seus irmãos também trabalhavam na empresa, mas se deslumbraram com o dinheiro. A empresa quebrou. Mas ele não deixaria assim.

Ele conseguiu reerguer a empresa. Mas não teve coragem de vender o negócio e ter de despedir 6 funcionários.

Ele continuou trabalhando no Playcenter, onde estava desde os 13 anos, mas não abriu mão da sua empresa. Fazia as duas coisas ao mesmo tempo.
Em 1987, com 29 anos, decidiu abrir mão do seu cargo no Playcenter e ficar apenas com a sua empresa. Só uma pessoa achava que desmontar um caminhão da Mercedes-Benz era uma boa ideia: ele.

E ele estava certo. O rapaz estava ganhando muito dinheiro, porque acreditou em sua motivação e não desistiu com as adversidades.

Sabe quem é esse rapaz? Geraldo Rufino.

 

Hoje em dia, Geraldo tem uma área de 15 mil metros quadrados na região de Osasco, em São Paulo. No ano de 2013, sua empresa, a JR Diesel desmontou aproximadamente 900 caminhões, e faturou 50 milhões de reais.

Os 6 funcionários que Geraldo não teve coragem de perder no passado se transformaram em 150 pessoas comandadas por ele hoje em dia.

Geraldo Rufino é um grande exemplo para todos nós. Ele lançou um livro, chamado “O Catador de Sonhos”. Belo nome para descrever a sua história.

Eu sei, impressionante né? Mas posso afirmar, você também pode ser um catador de sonhos. Basta ter motivação. Você pode errar. Você pode fracassar. Mas você deve ter motivação.

Toda crise pode ser digerida pelo lado bom. Cabe a você conseguir fazer isso.

A história do Geraldo começou com algumas latinhas. A sua pode começar de outra maneira, mas terminar assim como a de Geraldo.

Será que você já está fazendo tudo o que pode? Se ainda não estiver, ainda dá tempo de mudar. Tempo de agir. Tempo de ser uma pessoa ainda melhor.

Deixe sua motivação falar por você, fazer a diferença no meio em que você vive. Assim, você estará fazendo a diferença no mundo.

 

Um abraço e até nosso próximo post.

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