CHEGOU A HORA DE FALAR SOBRE O VITIMISMO

CHEGOU A HORA DE FALAR SOBRE O VITIMISMO

Quem nos acompanha há algum tempo já sabe que nossa missão é “expulsar do Brasil o vitimismo e o complexo de vira-lata”.

Mas o que seria o vitimismo?

Assim como a meritocracia, eu acredito que o vitimismo é uma palavra que tem sido cada vez mais deturpada. Não é sobre julgar, é sobre incentivar! Apoiar a ideia de que você é capaz de superar qualquer situação, e a única coisa que te impedirá de fazer isso é aceitar o estado comum, aquele que todos dizem que é o seu lugar e você não conseguirá nada além do que já tem, pois é impossível pra alguém nas suas condições.

Para os que argumentam que mesmo assim é importante lutar pelas pessoas que não tem condições e nem tempo de fazer o mesmo, pois precisam levar pão para casa. Que é preciso ajudar a voltar a atenção das pessoas para outras pessoas que precisam de ajuda e/ou apoio, eu concordo plenamente, a questão é: qual a linha para que o protesto/ativismo não se torne um discurso de vitimismo e resguardo, em vez de alerta e incentivo?

Essa é uma observação importantíssima que pode alterar completamente o rumo tanto do desenvolvimento das pessoas, quanto do desenvolvimento do próprio país. E acredito que nossa situação hoje é de um país travado por conta do nosso desenvolvimento pessoal, o desenvolvimento pessoal das pessoas mais pobres principalmente, que hoje é amparado e não incentivado.

Veja, é fácil não perceber a magnitude dessa questão, mas ela vai além da questão de não haver o incentivo; o vitimismo acaba por se tornar uma forma de manipulação social. Como a serpente que manipula Eva a morder o fruto proibido vendendo uma ideia interessante, mas guardando em seus planos uma consequência devastadora, vejo hoje alguns grupos manipulando o povo brasileiro com menos acesso à informação por meio de uma ideia bonita, mas que os coloca em um círculo sem fim, uma corrida de ratos, em um pote de pulgas, como elefantes amarrados, pássaros amarrados.

É uma tática militar, dividir para conquistar, mas somos um só povo, não deveríamos nos dividir.

Por um novo Ethos, por uma nova cultura, existimos para ir contra essa onda, dizer não às serpentes. Existimos para mostrar ao brasileiro, por meio de palestras e projetos sociais, que são suas atitudes e escolhas que definem sua “sorte” .

Lucas Lopes

Diretor Executivo da Motive

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