Cia de Ballet de cegos

Grupo de dança

Cia de Ballet de cegos - Motiveação

A história da CIA de Ballet de Cegos Fernanda Bianchini teve início em 1995, quando a jovem bailarina Fernanda Coneglian Bianchini Saad começou a ensinar voluntariamente passos de Ballet para algumas alunas do Instituto de Cegos Padre Chico, em São Paulo. A ideia surgiu de sua resposta positiva ao instigante convite de uma das religiosas da entidade, que lhe propôs ministrar aulas de Ballet Clássico para aquelas alunas com o intuito de motivá-las por meio da cultura.

Foi nesse momento que Fernanda passou a desenvolver seu método de ensino, tornando ‘possível o que se considerava impossível’. O aprendizado da dança clássica por meio do toque e da repetição de movimentos, caracterizado pela ‘sensibilidade artística’ é um método pioneiro que se construiu a partir do conhecimento e dedicação da bailarina que, desde então, guiou centenas de deficientes a inúmeras conquistas nessas duas décadas de missão.

Em pouco tempo, o desafio virou projeto com a grandiosa proposta de inserir deficientes visuais no mundo bailarinístico. Logo a professora passou a ser procurada por novos alunos e pessoas com outros tipos deficiências, de todas as idades.

Do aprendizado à perseverança dos ensaios semanais, foi a partir de 1999 que o grupo de dançarinos começou a receber convites e a participar de espetáculos de dança e festivais renomados dentro e fora de São Paulo. Em pouco tempo os bailarinos conquistaram a nova categoria especial em dança para deficientes que, inclui os grupos: pré-mirim, mirim, infantil, juvenil e adulta, contribuindo também para a abertura de espaço e inserção de pessoas com deficiências auditivas, motoras e intelectuais.

Com o tempo, as atividades ganharam força e sonhos que já não cabiam no Instituto Padre Chico, o que exigiu uma reorganização institucional. Em 2003, com apoio de pais, amigos e colaboradores, a Associação de Ballet de Cegos Fernanda Bianchini era criada formalmente, instalando-se em um casarão alugado na região da Vila Mariana, zona Sul da Capital paulista. Passo a passo, Fernanda e colaboradores definiram o primeiro conselho e planejaram a ampliação das atividades do projeto.

A AFB tem alguns desafios diários, bem como mensais e anuais para vencer, entre eles, o atendimentos a novas demandas – como a criação das novas companhias de dança, a conquista da sede própria e alguns ajustes estruturais para otimizar a qualidade do conjunto de atividades e serviços da entidade. Neste momento, um grupo de 15 bailarinos está em ritmo de intensa preparação para uma apresentação na Europa, marcada para julho.

“Fernanda Saad comanda a CIA de Ballet de Cegos, formada por meninas do Instituto Padre Chico.”

 

 

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